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Guia completo sobre benefícios flexíveis: tudo que você precisa saber

Recrutamento Digital: tudo que você precisa saber em um só lugar!

Podemos dizer que os benefícios flexíveis são uma conquista importante dos profissionais do mundo corporativo. Essa prática demonstra o valor que os funcionários têm para as empresas. Além disso, aponta para o amadurecimento do conceito employer experience (experiência do colaborador), que visa proporcionar uma significativa vivência para o time interno nas organizações.

Neste artigo, falaremos sobre os benefícios flexíveis. Abordaremos a sua importância, quais são os mais desejados pelos colaboradores, o que a diz a lei sobre eles e como implementá-los na sua empresa. Acompanhe os próximos tópicos!

O que são os benefícios flexíveis?

Os benefícios tradicionais, como o plano de saúde, ja são bem conhecidos. Esse tipo de benefício não oferece a opção de escolha, pois é disponibilizado automaticamente no momento da admissão de um profissional.

Embora não sejam obrigatórios por lei, esses benefícios são aguardados pelos colaboradores. Por isso, viraram uma regra dentro das organizações. Por outro lado, os benefícios flexíveis são oferecidos voluntariamente pelas empresas, e os profissionais têm o poder de escolher de quais deles deseja usufruir.

Dessa forma, cada colaborador monta a sua cesta personalizada de benefícios. No caso daqueles que têm filhos pequenos, por exemplo, o auxílio-creche e o convênio com um clube de natação pode ser a opção ideal. Em contrapartida, os profissionais mais jovens talvez prefiram uma bolsa de estudos em uma faculdade ou curso de idiomas.

No geral, as regras da política de benefícios diferem de acordo com a empresa. Por exemplo, existem organizações que estipulam um sistema de pontuação por colaborador, limitando, assim, a quantidade de regalias adquiridas.

Já outras instituições exigem que os colaboradores escolham os seus benefícios em um determinado período do ano. Após isso, não é permitida a migração para outros benefícios durante seis ou mais meses. Sendo assim, não existe uma norma específica para a gestão de benefícios.

Qual a importância dos benefícios flexíveis nas empresas?

É impressionante o impacto que um benefício tem sobre os colaboradores. Como exemplo, citaremos uma pesquisa apresentada em um artigo do site de notícias USA Today.

Esses dados mostraram que os benefícios, mesmo que simples, podem fazer os profissionais trabalharem extremamente felizes. Mas existem outros efeitos positivos dessa boa prática. A seguir, elencaremos alguns deles.

Contratação dos profissionais certos

A liberdade e o poder de escolha oferecido pelos benefícios flexíveis têm sido “a cartada de mestre” de muitas empresas no mundo. Trata-se de uma ferramenta eficiente para atrair profissionais compatíveis com a cultura interna da organização.

Por exemplo, imagine que uma empresa tem a inovação como seu propósito, identidade e cultura. Devido a isso, o time de colaboradores é predominantemente composto por jovens de várias áreas da tecnologia. Os gestores percebem que esse é o perfil compatível com os objetivos do negócio e querem que os novos contratados se enquadrem nesse molde.

Porém, essa tarefa ficaria mais fácil se os admitidos já tivessem o perfil, em vez de precisarem se adaptar, concorda? Mas como atrair esse público? Oferecendo os benefícios certos. Por exemplo, uma parceria com uma empresa desenvolvedora de software para a concessão de descontos em aplicações virtuais.

Outro benefício pode ser um convênio com uma empresa aérea ou uma agência de viagens para abatimentos no valor de passagens para as cidades que tem um polo da inovação, como o Vale do Silício, na Califórnia, EUA.

Melhoria da employer branding

O conceito de employer branding (marca empregadora) é uma estratégia adotada com vigor pelas empresas modernas. O seu objetivo é posicionar a organização no mundo corporativo de um modo que ela faça parte da “lista de desejos” dos profissionais talentosos.

Além disso, o employer branding é responsável pela construção e manutenção da imagem da empresa no mercado em que atua, ou seja, perante a concorrência. Quanto mais amada for pelos profissionais, maior será a visibilidade, os lucros, a aquisição de clientes e parceiros.

Entretanto, esse conceito reforça também a motivação, a produtividade e o engajamento dos que já trabalham ali. Afinal, os colaboradores exercerão as suas as funções com maior eficiência, pois sabem que a sua vaga na instituição é muito disputada e valiosa.

Mas como os benefícios flexíveis contribuem para o employer branding do negócio? É simples: as empresas que têm essa política bem estruturada são muito bem-vistas pelos profissionais.

A prova disso foi revelada pelo ranking “Os melhores lugares para trabalhar em 2020”, produzido pela Glassdoor. Essa célebre lista aponta as empresas mais amadas e disputadas pelos profissionais. Ao analisá-las, encontramos um ponto em comum: elas oferecem benefícios incríveis para os seus colaboradores.

Então, fica bem claro que os profissionais modernos querem mais do que um bom salário ou um plano de carreira. Na verdade, os olhos deles “brilham” para as marcas que oferecem benefícios, impulsionando, assim, a imagem positiva das empresas.

Redução da rotatividade

A alta taxa de turnover (ou rotatividade dos funcionários) gera grandes prejuízos para os negócios. Entre eles, podemos citar as despesas com demissões e contratações, a perda do investimento feito em treinamentos internos e a ausência de profissionais experientes na empresa.

Embora existam fatores naturais que elevam essa taxa, como doenças ocupacionais e aposentadorias, grande parte dos que decidem deixar um emprego estão insatisfeitos com o seu trabalho na empresa. Mas o que leva alguns profissionais a se sentirem assim? Uma das razões é a falta de reconhecimento pelo trabalho que realizam.

Sem dúvida, é desmotivador perceber que ninguém nota um esforço feito ou um serviço bem realizado. Para evitar esse clima na organização, muitos gestores implantaram os benefícios flexíveis.

Planilha de recrutamento

Na prática, disponibilizar um benefício personalizado para um colaborador é como sinalizar que a empresa o valoriza e o trata como indivíduo, e não como um número na folha de pagamento. Pense em uma profissional que tem à sua disposição um benefício para cada etapa da sua vida, como: bolsa de estudos, desconto em viagens e abatimento em lojas infantis.

Consegue imaginar como essa colaboradora se sentirá feliz e protegida na empresa? Dificilmente ela pensará em trocar de emprego. Pelo contrário, permanecerá um longo tempo ali, produzindo e treinando outros profissionais mais jovens.

Diminuição de gastos internos

Outra grande vantagem de ter uma política de benefícios é a diminuição de algumas despesas internas. Como assim? Vamos dar um exemplo. Atualmente, as empresas gastam grandes quantias com tratamentos de saúde para os colaboradores.

Muitos desses tratamentos estão relacionados a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. As causas dessas doenças podem vir de fontes internas ou externas. Porém, quando a empresa investe em soluções preventivas, essas fontes podem ser obstruídas.

De acordo com o estudo “Tendências de Saúde Mental na América Latina e Caribe 2019”, produzido pela Mercer Marsh, 28% das organizações entrevistadas disseram ter incluído programas ou produtos de saúde mental nos seus pacotes de benefícios. O objetivo é tanto tratar quanto prevenir os males da saúde mental.

Quando essa estratégia é adotada, os colaboradores percebem que a empresa não encara esse tipo de doença como um tabu ou uma fraqueza que pode resultar em uma demissão. Essa segurança leva os profissionais a procurarem os tratamentos oferecidos pelos benefícios assim que sentem os primeiros sintomas.

Dessa forma, a empresa deixa de gastar fortunas com licenças médicas, incapacidade temporária ou permanente, tratamentos mais complexos e a redução gradual da produtividade do colaborador.

Quais são os benefícios mais desejados?

O mundo corporativo está passando por grandes mudanças, e o comportamento dos profissionais também. Atualmente, devido aos impactos vindos com a transformação digital e a pandemia da Covid-19, podemos perceber um desejo maior por benefícios relacionados à saúde e ao trabalho remoto. Entre eles, estão:

  • assistência médica;
  • vale-refeição;
  • vale-alimentação;
  • assistência odontológica;
  • previdência privada com coparticipação da empresa;
  • notebook;
  • auxílio financeiro para montar uma estação de trabalho em casa (home-office);
  • apoio psicológico.

Como o trabalho remoto impacta nos benefícios flexíveis?

No tópico anterior, ficou bem claro que o trabalho a distância moldou os desejos dos profissionais em relação aos benefícios. E isso é compreensível, uma vez que esse modelo de trabalho é uma forte tendência no mundo empresarial.

Podemos dizer também que os benefícios que fazem a diferença no trabalho remoto (como notebook e auxílio financeiro para a compra de equipamentos) são ligados a um outro apelo dos profissionais: a flexibilização da jornada de trabalho.

Esse benefício tem sido encarado como um fator decisivo para os jovens profissionais no momento em que precisam escolher uma empresa para trabalhar. Com um horário de trabalho flexível, os colaboradores podem optar em qual período do dia exercerão as suas atividades, bem como o local (home-office ou escritório da empresa).

Em vista do isolamento causado pelo trabalho remoto, outro tipo de benefício que tende a cair no gosto dos colaboradores são os que melhoram a qualidade de vida. Por exemplo, encontros agendados para interação entre as equipes, seções terapêuticas, dias de folga e descontos em academias.

Quanto ao treinamento e à capacitação dos colaboradores, os benefícios mais atraentes serão as bolsas para cursos, palestras, graduações e especializações, no modelo da educação a distância (EAD).

O que diz a legislação sobre os benefícios flexíveis?

Os benefícios flexíveis fazem parte da relação entre empregador e empregado e, por isso, estão sujeitos a implicações vindas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da Constituição da República Federativa do Brasil.

Algo que pode acarretar problemas judiciais é a possibilidade de dois colaboradores com o mesmo nível hierárquico receberem benefícios diferentes, infligindo o princípio da equidade na empresa. De acordo com o artigo 5, da Constituição, todos devem ser iguais e sem distinção de qualquer natureza.

Um segundo aspecto é a Justiça do Trabalho entender que os benefícios flexíveis são, na verdade, um tipo de salário utilidade, ou seja, parte do ordenado mensal do colaborador. Por fim, existem as regras impostas pelo sindicato da categoria profissional do colaborador.

Caso seja exigido por esse órgão que um benefício específico se torne obrigatório, os colaboradores não terão a possibilidade de trocá-lo por outro. Mas o que a empresa pode fazer para se respaldar juridicamente? Uma maneira é realizar um bom planejamento e estudo das leis antes de definir a política de benefícios.

Além disso, a inclusão dos benefícios flexíveis deve ser aprovada por meio de um acordo coletivo de trabalho. É essencial também documentar os benefícios escolhidos e coletar as assinaturas dos colaboradores para a realização de descontos na folha de pagamento, se for o caso.

Como implementar os benefícios flexíveis na empresa?

Diante de tantas vantagens apresentadas, é normal os gestores desejarem implementar logo a sua política de benefícios. Porém, para ter sucesso nessa prática, é preciso mais do que oferecer benefícios.

Pelo contrário, o primeiro passo envolve o planejamento para definir quais benefícios são ideais para as necessidades dos colaboradores da empresa. Sendo assim, a implementação precisa percorrer as seguintes etapas:

  • levantamento de dados: pesquisas sobre o perfil dos colaboradores. Para isso, é necessário analisar o banco de dados da empresa e perguntar para o time interno qual benefício gostaria de receber;
  • análise da empresa: nesse momento, os gestores observam como está o orçamento do negócio. Além disso, tentam atrelar os benefícios com a cultura e os objetivos internos;
  • verificação legal: um estudo minucioso sobre a legislação para evitar sanções judiciais;
  • elaboração das regras: com a definição de sistemas de pontuação, migração entre benefícios, período de solicitação, custos e possíveis restrições;
  • montagem das cestas: criação de pacotes de benefícios que atendem a todos os níveis hierárquicos;
  • indicação de ferramentas: definição dos recursos tecnológicos que serão usados pelos colaboradores para gerenciar a cesta de benefícios;
  • oficialização da política de benefícios: apresentação das regras e das opções de benefícios para os colaboradores.

Seguindo esses procedimentos, os benefícios serão gerenciados com mais facilidade, trazendo o retorno que a empresa espera.

Sem dúvidas, os benefícios flexíveis podem transformar o ambiente interno de uma organização. Como vimos, além de potencializarem a motivação dos colaboradores, eles melhoram a qualidade de vida, a reputação da marca e a produtividade do time. Esses indicadores de sucesso mostram que vale a pena investir nessa prática!

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