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Maternidade e trabalho: os desafios e o papel do RH

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O mercado ainda é injusto com as mulheres quando elas precisam conseguir conciliar maternidade e trabalho. Afinal, cerca de 30% das profissionais femininas já precisaram abandonar seus empregos para se dedicar aos filhos, pelas dificuldades que encontram para viver as duas jornadas.

No entanto, elas não deveriam ter que tomar essa decisão, de escolher entre a família ou sua carreira. Mesmo porque, muitas mulheres preferem consolidar a vida profissional para ter mais segurança ao construir sua família, e as empresas podem ajudar bastante a vencer os desafios que surgem.

O setor de RH tem um papel fundamental nesse sentido, de proporcionar às profissionais que também são mães mais tranquilidade para exercerem sua profissão sem negligenciar os filhos. Neste artigo, mostramos o que pode ser feito para alcançar esse objetivo. Acompanhe!

Quais são os desafios da relação entre a maternidade e o trabalho?

É difícil encontrarmos uma mulher que não tenha respondido às seguintes perguntas durante uma entrevista de empregos: Você tem filhos? Pretende ter filhos? Aqui começa um dos desafios para que essas profissionais consigam conciliar maternidade e trabalho.

Muitas empresas preferem não contratar mães e já têm isso em sua cultura. Existe a crença de que a vida familiar pode interferir e prejudicar o desempenho profissional, assim abrem espaço para aquelas que não querem ter filhos ou preferem preencher a vaga com homens.

Isso é ainda mais evidente nos cargos de liderança, que exigem grandes responsabilidades. As mães acabam ficando de fora e perdendo oportunidades porque as organizações preferem alguém que se dedique de forma integral ao trabalho.

Mais um desafio encontrado por elas é o salário ofertado. Comparando mulheres que não são mães com aquelas que têm três filhos, a remuneração pode ser até 66% menor para as que conciliam maternidade e carreira.

Ao mesmo tempo, essas profissionais experimentam uma pressão da sociedade, com cobranças para que se dediquem de forma integral à criação dos filhos. Isso também pode levar à sua decisão de abandonar o trabalho.

A falta de apoio da empresa é mais um desafio, pois a própria mulher costuma ficar responsável por levar a criança à creche ou à escola. Há consultas médicas, os pequenos podem ficar doentes, entre outras situações comuns da maternidade. Porém, a empresa não proporciona a flexibilidade de que a mãe precisa para lidar com tudo isso.

Qual é o papel da empresa nesse cenário?

Mesmo diante de tantos desafios, as mulheres mostram uma grande competência na hora de conciliar maternidade e trabalho. Percebemos o aumento da presença feminina no mercado, e essas profissionais não estão deixando a família de lado por causa da sua carreira.

Entretanto, precisam se desdobrar para conseguir dar conta de tudo, mas as empresas podem tornar essa tarefa mais tranquila e simples para elas. Podem proporcionar apoio para que não tenham que tomar uma decisão tão difícil, de optar por um aspecto ou outro. Tudo começa com uma mudança na cultura da organização.

Os processos de recrutamento e seleção precisam ser mais humanos e não devem levar em consideração o desejo de a mulher construir uma família ou não. É preciso oferecer oportunidades para elas, combatendo o preconceito já nessa primeira etapa.

Além disso, a empresa precisa oferecer segurança para essas profissionais, para que saibam que a decisão de ter um filho não vai comprometer o seu emprego. Caso engravidem, vale lembrar que os seus direitos são garantidos pela CLT.

Planilha de recrutamento

A flexibilização da rotina de trabalho também é importante quando a mulher tem filhos, principalmente ainda pequenos. A possibilidade de conciliar maternidade e home office pode ser uma alternativa vantajosa para muitas, que conseguem ficar mais próximas das crianças e dedicar-se ao emprego ao mesmo tempo.

Como o RH pode facilitar a relação entre a maternidade e o trabalho?

O setor de RH tem um papel importante para uma melhor experiência do colaborador. Quanto às mães profissionais, explicamos sobre os processos seletivos mais humanos para que elas não sejam prejudicadas em função da maternidade ou do desejo de serem mães.

Também cabe ao RH estimular o debate sobre esse tema, para que:

  • a cultura da organização passe por modificações;
  • as profissionais se sintam mais valorizadas;
  • a maternidade seja vista como algo natural e alinhada ao bom desempenho das colaboradoras, quando recebem o devido apoio e acolhimento.

O setor pode promover ações para acolhimento das mães e garantia de bem-estar para elas em todas as fases da maternidade. Afinal, você viu que os desafios acontecem em diferentes momentos. Então, existem várias estratégias que podem ser implementadas.

Quais ações podem ser aplicadas para melhorar a experiência da colaboradora mãe?

O RH pode começar essa mudança na organização desenvolvendo programas para acompanhamento gestacional. Também é válido oferecer suporte emocional durante o período de pré-natal.

Com isso, vai oferecer mais segurança e confiança para essas mulheres, demonstrando que a empresa compreende e apoia suas decisões e que continua valorizando a sua participação na organização.

Outra medida importante é trabalhar para implementação de jornadas de trabalho flexíveis e a adoção de banco de horas. As metas também são uma boa alternativa porque a mulher trabalha com foco nas entregas, não no cumprimento de um determinado expediente.

Como dito, pode ser mais fácil para elas conciliar maternidade e home office em vez do trabalho presencial. Proporcionar um expediente híbrido é uma boa alternativa, em especial quando ainda estão com um bebê em casa, tendo em vista a decisão de deixar os cuidados do pequeno para terceiros é muito difícil e pode prejudicar o seu desempenho no trabalho.

Qual é o impacto do cuidado com as colaboradoras mães para a empresa?

Atualmente, a humanização tem se tornado um dos grandes focos para o desenvolvimento de diferentes processos. Os profissionais também estão em busca de oportunidades em empresas que valorizam o lado humano.

Em função disso, o cuidado com as pessoas têm se tornado um grande atrativo para promover a atração e a retenção de talentos. Logo, estabelecer um RH estratégico e mudar a política organizacional é indispensável para atender a essas novas demandas.

Um dos impactos positivos de promover esse cuidado com as colaboradoras é manter a diversidade na empresa. Não estamos limitando o perfil dos profissionais. Isso possibilita a contratação de pessoas com as mais diferentes características e ângulos de visão, fazendo com que a empresa pense fora da caixa.

Essa valorização do fator humano vai, também, melhorar a imagem da própria empresa no mercado. Como acabamos de explicar, esse tem sido um ponto de atenção e fator decisivo; então, pode tornar as vagas mais disputadas. Além disso, aumenta a credibilidade perante a sociedade de um modo geral e até mesmo os concorrentes, os clientes e os fornecedores.

A presença feminina no mercado de trabalho é cada vez maior, e as mulheres são essenciais para garantir uma cultura empresarial diversa, além de um alto potencial inovador. Por isso, é importante oferecer para elas a oportunidade de conciliação entre maternidade e trabalho, para que possam se dedicar com segurança a esses dois aspectos.

Com o suporte do RH as mulheres também são incentivadas a chegarem à liderança. Veja o nosso artigo que mostra quais ações possibilitam mais essa diversificação!

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