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Presenteísmo no trabalho: o que é e quais são os perigos?

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Presenteísmo é a situação em que o colaborador está presente fisicamente no ambiente de trabalho, porém, não tem produtividade. São vários os motivos que levam a esse estado, e é papel dos Recursos Humanos (RH) entender quais são as ações necessárias para melhorar a experiência do trabalhador.

Além de causar prejuízos à saúde do funcionário, esse fenômeno prejudica o desempenho da empresa. Isso porque a falta de dedicação piora o clima organizacional e gera baixa na qualidade do serviço prestado. Por consequência, há uma queda na lucratividade do negócio.

Você tem familiaridade com o termo? Quer aprender mais sobre o assunto? A seguir, vamos explicar o que é presenteísmo no trabalho e como evitar esse fenômeno. Aproveite a leitura!

O que é presenteísmo?

É quando o colaborador cumpre a jornada de trabalho nos dias e horários estipulados, porém, não produz nada. Ou seja, ele está fisicamente presente, mas a mente está em outro lugar.

Um funcionário nessa situação tem o hábito de procrastinar e já começa o expediente com vontade de ir embora. Por isso, não realiza seus afazeres como deveria. Outros sintomas comuns são:

  • mudanças comportamentais: um funcionário extrovertido, por exemplo, passa a interagir menos com os colegas de trabalho;
  • dificuldade de concentração;
  • aumento na incidência de erros;
  • cansaço frequente;
  • dores de cabeça e musculares;
  • ansiedade; 
  • desmotivação.

O que pode causar o presenteísmo no trabalho?

Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar que o comportamento presenteísta não tem nada a ver com corpo mole ou incompetência. Ao analisar o histórico de performance do colaborador, é possível perceber uma mudança de padrão. O funcionário deixa de apresentar as soft skills que sempre teve, registra uma queda na produtividade e passa a cometer erros bobos em tarefas que realizava com maestria.

Aliás, o problema pode ter origens internas e externas. Adiante, vamos mostrar o que pode motivar essa situação.

Problemas de saúde

Existem algumas doenças que afetam — direta ou indiretamente — a capacidade de concentração das pessoas. Depressão, ansiedade, transtorno bipolar, Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dislexia são alguns exemplos.

De acordo com um artigo publicado pela Harvard Business Review, 61% dos funcionários com alguma deficiência — visível ou invisível, como alguns transtornos mentais — não informam sobre a doença aos seus gestores. Isto quer dizer que, muitas vezes, o colaborador esconde os problemas por vergonha ou medo de perder o emprego. Esse pode ser o motivo da improdutividade.

Conflitos pessoais

Divórcio, brigas entre familiares, morte de um ente querido, desavenças com amigos, problemas financeiros etc. Todas essas preocupações podem gerar um comportamento presenteísta. Afinal de contas, separar 100% a vida pessoal da profissional não é uma tarefa fácil.

Sobrecarga de trabalho

Dificilmente uma pessoa exausta consegue produzir rápido e com qualidade. Não tem jeito: o cansaço bate, a capacidade de concentração é reduzida, e a procrastinação começa. Além de prejuízos na produtividade, a carga excessiva de trabalho causa problemas de saúde mental dos colaboradores — como a síndrome de Burnout — e geram até mal-estar físico.

Insatisfação profissional

Os motivos da infelicidade no trabalho podem ser vários:

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  • incompatibilidade com o fit cultural da empresa;
  • desgosto com o cargo;
  • falta de reconhecimento e oportunidades de crescimento;
  • inexistência de feedbacks;
  • salário abaixo do mercado;
  • clima organizacional ruim, entre outros.

Nesse contexto, o colaborador para de produzir porque sente que seus esforços são em vão.

Qual é a diferença entre presenteísmo e absenteísmo?

Ambas as situações prejudicam a produtividade do negócio, mas de formas diferentes. O absenteísmo no trabalho é quando o colaborador se ausenta — de forma justificada ou não. É o caso dos atestados, faltas, atrasos e saídas no meio do expediente.

Já no presenteísmo, o funcionário bate o ponto todos os dias, porém não produz da maneira que deveria, nem entrega os resultados esperados. Geralmente, um colaborador desmotivado começa a apresentar um comportamento presenteísta primeiro. Se nenhuma atitude for tomada, ele pode entrar para os índices de absenteísmo.

Quais são os perigos do presenteísmo para a empresa?

Todo mundo perde com essa situação. O colaborador sem produtividade apresenta sinais de desgaste físico e psicológico. Isso costuma agravar problemas de saúde. Sem contar que o comportamento costuma contaminar os demais funcionários e afetar negativamente o clima organizacional.

Já do ponto de vista da empresa, o presenteísmo no trabalho causa prejuízos financeiros difíceis de mensurar. Baixa produtividade, atrasos, retrabalhos, aumento da rotatividade de funcionários, acidentes de trabalho, conflitos entre os colaboradores e perda de clientes são algumas consequências.

Quais ações o RH pode adotar para evitar o presenteísmo?

Uma vez instaurado, é difícil combater o presenteísmo. O fenômeno é resultado de um acumulado de problemas com a empresa ou de ordem pessoal. Se nada for feito, pode ser necessário tomar decisões mais duras, como a demissão.

Sendo assim, a melhor estratégia é evitar que a situação aconteça. O papel da gestão de pessoas nesse contexto é justamente garantir uma boa qualidade de vida e melhorar a experiência do colaborador. Veja algumas dicas para evitar o presenteísmo na empresa.

Invista em comunicação

O diálogo é a chave para combater o presenteísmo. Pense bem: se o colaborador tem liberdade para conversar com o RH e com os gestores diretos sobre seus problemas, é possível procurar soluções em conjunto, certo?

Logo, mantenha canais de comunicação abertos para que os colaboradores expressem suas insatisfações. Ao perceber uma queda de produtividade sem motivo aparente, é interessante chamar o colaborador em particular para conversar.

Outras estratégias importantes são:

  • ações de comunicação interna e endomarketing: promove alinhamento entre colaboradores e objetivos da empresa, além de gerar engajamento;
  • plano de carreira: define os caminhos que o profissional deve percorrer para crescer na empresa;
  • pesquisas de clima e satisfação: identifica as percepções dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho;
  • feedbacks contínuos: ajuda a melhorar a performance dos times com dados, orientações e críticas construtivas.

Desenvolva programas para saúde e bem-estar dos colaboradores

Garantir uma boa qualidade de vida no trabalho é essencial para ter funcionários dispostos, motivados e produtivos. Então, vale a pena oferecer aos colaboradores:

  • plano de saúde e odontológico;
  • apoio psicológico;
  • serviços de assistência jurídica;
  • ginástica laboral;
  • incentivos à prática de exercícios como auxílio academia e parcerias com clubes;
  • grupos terapêuticos;
  • horários flexíveis;
  • sala de jogos e descanso.

Entender o que é presenteísmo no trabalho é o primeiro passo para melhorar a experiência do colaborador. Afinal de contas, a falta de produtividade afeta a saúde do funcionário e causa prejuízos para a empresa. Nesse contexto, buscar sempre informações para garantir um bom ambiente de trabalho para as equipes é a melhor dica.

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